terça-feira, 9 de junho de 2009

Douro Sentido – Do coração do Douro até à Foz

O Rio Douro confunde-se com a região a que empresta o nome, e, enquanto coluna vertebral de uma região vinhateira, reconhecida como Património da Humanidade, assume um claro carácter de excepção.
Tão importante e distinto recurso merece, em nosso entender, um lugar de destaque e algum período de reflexão, nomeadamente por parte daqueles, que são já hoje, os herdeiros deste magnífico legado patrimonial. Nesse sentido, a Estrutura de Missão do Douro e a Fundação Museu do Douro, lançaram um desafio aos alunos do 2º Ciclo de Escolaridade, das Escolas do Douro, no âmbito das disciplinas de Área de Projecto e de Educação Visual e Tecnológica, através da elaboração de um trabalho criativo, por recurso a diversas técnicas e materiais plásticos, tendo como elemento central, o RIO DOURO.
Pretendeu-se, deste modo, apelar à participação e mobilização dos jovens para a importância da conservação de um dos principais recursos da região, o Rio Douro, hoje transformado em “sucessivos e longos espelhos de água”, na sábia expressão de Eugénio de Andrade, através de um claro enfoque nas questões ambientais e de sustentabilidade, dada a importância desses requisitos para o desenvolvimento turístico da região.
Este desafio, culminará numa exposição dos trabalhos seleccionados pelas Escolas participantes, dos concelhos de Baião, Lamego, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mogadouro, Régua, Resende, São João da Pesqueira, Tabuaço e Vila Flor, que decorrerá na “Galeria Adriano Ramos Pinto”, no Edifício Sede do Museu do Douro, no dia 9 de Junho de 2009, pelas 15h00. E ainda, com um passeio de barco no Rio Douro até à Foz, nos dias 15, 16, 17 e 18 de Junho, de forma a permitir que os 1300 jovens participantes possam desfrutar de uma experiência ímpar, navegando num rio que é testemunho de histórias de muitos séculos de trabalho e paixão pela terra, na pele de “pequenos turistas”.

Obras de beneficiação no Matadouro Municipal de Resende

O Matadouro Municipal de Resende foi alvo de significativas obras de beneficiação ao nível do edifício, nomeadamente nas câmaras de frio e linha aérea, com vista a manter e reforçar a qualidade de abate das várias espécies pecuárias. Para além das obras, a Câmara Municipal adquiriu ainda para a unidade de abate um sofisticado aparelho de electronarcose que permite a medição da impedância da carga eléctrica, o qual impede o seu funcionamento no caso da corrente mínima exigida não passar. Esta unidade de abate é considerada uma das estruturas mais eficientes da região devido aos baixos custos de manutenção e às taxas reduzidas praticadas, pois a mão de obra referente ao transporte, abate e distribuição das carcaças é da responsabilidade dos próprios talhantes. No ano de 2008 foram abatidos neste matadouro cerca de 315.000 kg de carne bovina, cerca de 8.000 pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) e 551 suínos. O actual Matadouro Municipal de Resende foi inaugurado em 1999, numa altura em que o ex-Instituto Regulador e Orientador dos Mercados Agrícolas (IROMA) obrigou ao encerramento de mais de 30 matadouros municipais da região do Douro, devido à falta de condições higiénicas de abate. Trata-se de um matadouro com a marca sanitária de salubridade da Comunidade Europeia. De referir ainda que o funcionamento desta estrutura tem fomentado a criação de gado de raça arouquesa pelos criadores locais.